Primeiro foi aspirar, veio simples e tranquilo, parecia já tê-lo conhecido há muito tempo, talvez quando criança. Depois o momento de celebração no qual ele fazia parte de mim, tão uniformes quanto parecem unidas duas peças de quebra-cabeças que se encaixam perfeitamente, ou mesmo duas mãos de dedos entrelaçados, como se nada mais fosse o certo senão aquilo. E por fim, a hora do adeus, quando diante de mim surgia a necessidade de viver, e a incapacidade de deixar que vá aquilo que tão vida é quando o falecimento, por insolência. Foi-se e nada mais restou, apenas eu, com olhos sombrios, desajeitados e agoniados em si próprios, nada mais além do vestígio do que um dia fora, e não mais é. Não houve arrependimento algum, porque se o arrependimento sequer passasse por probabilidade, se esse vilão pavoroso estivesse em qualquer momento intrínseco ao que houve e não há, se estivesse apenas soprando...Não houve, e nem haverá, distante de possíveis aproximações, alheio ao subentendido, apenas o não.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Null...
domingo, 11 de agosto de 2013
(Des)apego
Gosto quando a saudade me toma,
Quando por um suspiro demorado vêm as lembranças
De um tempo que não se desperdiçou.
Uma satisfação em viver, de raspão ou não.
Feito um filme que não se esquece,
Um clássico de drama cômico,
Feiras intermináveis com tudo o que gostamos,
Juntos pra se desgastar de tanto ter.
Pode ser a simples necessidade de criar novos momentos,
Ou talvez, a dificuldade de se livrar dos que passaram,
Mas de fato me faz tanto bem, quanto mal.
Como uma gratificação amaldiçoada, ou algo assim.
Ainda está em mim e comigo,
Faz tanto parte, quanto fragmenta-se no espaço,
Muda e permanece intacta.
Amedronta e desespera, como alegra e faz rir.
Quando por um suspiro demorado vêm as lembranças
De um tempo que não se desperdiçou.
Uma satisfação em viver, de raspão ou não.
Feito um filme que não se esquece,
Um clássico de drama cômico,
Feiras intermináveis com tudo o que gostamos,
Juntos pra se desgastar de tanto ter.
Pode ser a simples necessidade de criar novos momentos,
Ou talvez, a dificuldade de se livrar dos que passaram,
Mas de fato me faz tanto bem, quanto mal.
Como uma gratificação amaldiçoada, ou algo assim.
Ainda está em mim e comigo,
Faz tanto parte, quanto fragmenta-se no espaço,
Muda e permanece intacta.
Amedronta e desespera, como alegra e faz rir.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Clarícimo...
Uma vírgula começando um texto,
Respirando fundo a leitura,
Não sei se aspirei primeiro ou depois,
Engasguei, tossi, mas não deixei sair.
Não era ar, mas oxigênio,
Outro gás não chegou a ser,
Fundiu-se a mim tal maneira que confundi,
Era ela, era eu, ele, palavra ou vida?
Não tenho varanda, mas janela,
Procurei pelo mar e ele não estava lá,
Mesmo assim saí às 5 da manhã,
Mergulhei e deixei que me levasse.
Pertences organizados e prontos,
Já podemos bagunçar tudo de novo,
Há algum ponto que não completei,
Talvez um acento, um assento...
Respirando fundo a leitura,
Não sei se aspirei primeiro ou depois,
Engasguei, tossi, mas não deixei sair.
Não era ar, mas oxigênio,
Outro gás não chegou a ser,
Fundiu-se a mim tal maneira que confundi,
Era ela, era eu, ele, palavra ou vida?
Não tenho varanda, mas janela,
Procurei pelo mar e ele não estava lá,
Mesmo assim saí às 5 da manhã,
Mergulhei e deixei que me levasse.
Pertences organizados e prontos,
Já podemos bagunçar tudo de novo,
Há algum ponto que não completei,
Talvez um acento, um assento...
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